10/1/11
ORAÇÃO 1
Em 1997, Elie Wiesel, Prêmio Nobel da Paz e professor da Universidade de Boston, pergunta:
“Onde estavas, Deus da Bondade, em Auschwitz? O que acontecia no céu, no tribunal celeste, enquanto teus filhos eram escolhidos para a humilhação, o isolamento e a morte somente porque eram judeus? …Auschwitz não pode ser concebido com Deus, nem sem Deus”.
Esta pergunta inquietante pode ser repetida para os horrores e os sofrimentos causados por todas as guerras, as lutas fratricidas, os genocídios, as epidemias e os desastres do planeta Terra desde o aparecimento do ser humano. Porém não leva em conta que Deus, todo-poderoso e imanente no universo, deixa suas criaturas em absoluta liberdade e não intervém, justamente para preservá-la.
É óbvio que nisso não há falta de amor por parte de Deus porque, com o progredir da criação e das gerações, Ele instaurou-se definitivamente para organizá-las racionalmente desenvolvendo a paz duradoura e a proteção extrema. Uma vez que, desde o alvorecer de sua identidade no universo, o ser humano não tem ainda alcançado o nível racional que foi paulatinamente desenvolvendo até a plena identidade com Deus, substância de toda a matéria no universo, somente hoje pela primeira vez pode a humanidade proferir esta oração:
“Queira Tu, sumo criador e identidade do universo físico e das dimensões infinitas do espaço-tempo, reforçar o amor à tua criação pondo em ato os efeitos do teu sumo poder mediante a aplicação de um operador divino de reversão que apague literalmente todos os acontecimentos fatais para as tuas criaturas. Essa reversão faria com que, na história da tua criação, sejam neutralizados todos os sofrimentos e dores, deixando apenas as alegrias e os gáudios. Isto consolidará o clima de racionalidade e paz nas criaturas que desfrutarão a plenitude da tua divina imanência”.
Miguel Lunetta, 08/janeiro/2011. Cidade Cabo Branco.
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